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sábado, 24 de julho de 2010

Agenda: Yasujiro Ozu, German Lorca, Cia Deborah Colker...

Yasujiro Ozu, o mais japonês dos diretores
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Os fãs de cinema têm tido gratas surpresas nos últimos meses. Depois de mostras cinematográficas com a trajetória de diretores como Akira Kurosawa, Woody Allen e Jean Luc Godard, o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a retrospectiva completa e inédita na América Latina, do cineasta japonês Yasujiro Ozu.
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Dono de um estilo perfeccionista, Ozu conseguiu imprimir uma simplicidade estética aliada à delicadeza e ao minimalismo que tanto representa a cultura japonesa. Uma cultura que está indissociavelmente ligada à família, e que através de seu olhar, apontava para as tensões entre a tradição e a modernidade, bem como questões existenciais tão comuns como vida e morte, juventude e velhice.
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Ainda dentro da retrospectiva, serão exibidas quatro produções em homenagem ao cineasta: "Tokyo-Ga," de Wim Wenders; "Cinco Dedicados a Ozu", de Abbas Kiarostami; "Hanami - Cerejeiras em Flor", de Doris Dörrie e o maravilhoso "35 Doses de Rum", de Claire Denis. Já entre os destaques da filmografia do diretor, vale mencionar as obras primas que são "Era uma vez em Tóquio", "Ervas Flutuantes", "A Rotina tem seu encanto", "Pai e Filha" e "Meninos de Tóquio".
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Programação completa, sinopses e horários no site do CCBB.
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Banshun (Pai e Filha), filme de 1949
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Mostra "Emoção e Poesia: o cinema de Yasujiro Ozu"
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66, Centro

Ter à dom, ver os horários na programação
De 27 de julho à 22 de agosto de 2010
Ingressos: R$ 6,00
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.4 por 4, © foto de Flávio Colker
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A Companhia de Dança Deborah Colker reestréia o espetáculo “4 por 4” em temporada popular no Teatro João Caetano. O vigor performático que caracteriza a companhia, se funde à delicadeza das artes plásticas em quatro atos, onde as referências perpassam os trabalhos de Cildo Meireles, Victor Arruda, Chelpa Ferro e Gringo Cárdia.
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Espetáculo de dança "4 por 4"
Teatro João CaetanoPraça Tiradentes, s/nº, Centro

Qui, sex e sáb, às 21h e dom, às 18h
De 24 de julho à 05 de setembro de 2010
Ingressos: R$ 20,00 (platéia e balcão nobre) e R$ 15,00 (balcão simples)
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.A Loba de Ray-Ban, © foto de Luis Tripolli
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Vinte e dois anos depois da primeira versão, José Possi Neto dirige a releitura da peça “O Lobo de Ray-Ban”. O lobo, antes interpretado pelo ator Raul Cortez, agora é uma loba, Christiane Torloni. A peça mostra um grupo de atores durante o exercício de atuação, que se interrompe em alguns momentos para dar lugar à reflexões e dilemas reais..
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Peça "A Loba de Ray-Ban"
Teatro Carlos GomesPraça Tiradentes, s/nº, Centro
Sex e sáb, às 20h; Dom, às 18h
De 23 de julho à 12 de setembro de 2010
Ingressos: R$ 30,00
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.© German Lorca, São Paulo, 1952
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O trabalho de German Lorca, considerado um dos mais importantes fotógrafos brasileiros, é revisitado em exposição no Espaço Caixa Cultural. Ao longo de 60 anos, Lorca utilizou a imagem como ferramenta de acesso ao imaginário, no que chamam de fotografia de pensamento. Um estilo que flerta com o surrealismo e o concretismo, e que na década de 50 rompeu com a fotografia documental usual àquela época.
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Mostra fotográfica "German Lorca: Olhar Imaginário"
Espaço Caixa Cultural
Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Ter à sáb, das 10h às 22h e dom, das 10h às 21h
De 20 de julho a 29 de agosto 2010
Entrada Franca
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domingo, 9 de maio de 2010

Agenda: A Natureza do Olhar, World Press Photo, Mary and Max...

Manhattan, Woody Allen, 1979
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Alguns filmes possuem relação tão estreita com as cidades em que são ambientados, que por vezes o que era mero acidente geográfico, passa a ser coadjuvante dos mais charmosos. A projeção da imagem junto a obra é tão poderosa, que fica impossível imaginá-la tendo outro pano de fundo. Essa percepção é tema da mostra "O Cinema e a Grande Cidade". Na programação, com mais de 40 filmes, algumas obras clássicas, como "La Dolce Vita", do Fellini, "Hiroshima, meu amor", do Alain Renais, "Manhattan", do Woody Allen, "Vertigo", do Hitchcock, "Último Tango em Paris", do Bertolucci, "Metrópolis", do Fritz Lang, "Blow Up", do Michelangelo Antonioni, e "Hable con Ella", do Almodóvar.
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Programação completa no site do IMS.
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Mostra "O Cinema e a Grande Cidade"
Instituto Moreira Salles

Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
De ter à sex, das 13h às 20h; sáb, dom e feriados, das 11h às 20h
De 07 à 27 de maio
Ingresso: R$ 10,00
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World Press Photo, Categoria: Daily Life, © Foto de Gihan Tubbeh, 2009.
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A Caixa Cultural exibe a partir do dia 18, mais uma exposição da "World Press Photo." A organização homônima com sede em Amsterdã, realiza desde 1955 a maior e mais prestigiada premiação de fotografia do mundo. O concurso seleciona imagens individuais ou portfólios, e é dividido em dez categorias temáticas: cobertura de notícia, notícia geral, pessoas na notícia, ação de esporte, matéria de esporte, questões contemporâneas, cotidiano, retratos, natureza, artes e entretenimento. Para a competição desse ano foram selecionadas mais de 100.000 imagens, de 5.847 fotógrafos, provenientes de 128 países.
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Para ver a galeria com todas as fotos de todas as categorias, acesse o link.
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Exposição "World Press Photo"
Espaço Caixa Cultural
Av. Almirante Barroso, 25, Centro
De ter à sábado, das 10h às 22h; dom, das 10h às 21h
De 18 de maio à 27 de junho
Entrada Gratuita
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A Natureza do Olhar, Pessoa por Elisa Lucinda e Geovana Pires
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Há oito anos encenando a peça "Parem de Falar Mal da Rotina", Elisa Lucinda retorna aos palcos cariocas em dueto com a atriz Geovana Pires. "A Natureza do Olhar" mergulha na obra de Fernando Pessoa, inspirada no texto "Notas para a Recordação de meu Mestre Caeiro", inédito no Brasil. As atrizes interpretam diálogos entre Alberto Caeiro e Álvaro de Campos.
.Fernando Pessoa deu vida a seus alter egos com tamanha riqueza de detalhes, que cada qual possui data de nascimento, profissão, personalidade e estilos literários distintos.

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Peça "A Natureza do Olhar"
Teatro SESI

Av. Graça Aranha, 1, Centro
De sex à dom, às 19:30h
Até 25 de julho
Ingressos: R$ 40,00 (sex e sáb); R$ 30,00 (dom)
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Mary and Max, Adam Elliot, 2009
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Mais uma dica de cinema, não uma mostra como de costume, mas um título apenas. Na verdade, uma animação de massinha em stop-motion. Chama-se "Mary and Max". É um dos filmes mais doces que já assisti. O conceito pode confundir alguns desavisados, mas não se trata de uma animação para crianças, a não ser que os pais queiram explicar temas como solidão, transtornos psiquiátricos, suicídio, obesidade e alcoolismo.
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Mary Daisy Dinkle, uma garotinha australiana de 8 anos, quer saber mais sobre como surgem os bebês. A única teoria, contada pelos pais, é de que "são achados em copos de cerveja". Ela encontra uma lista telefônica de Nova York e escolhe um nome aleatoriamente. Max Jerry Horrovitz, um judeu quarentão, gordo e cheio de fobias, recebe a carta e acaba respondendo-a: "Os bebês da América vem de ovos colocados por rabinos (ou por freiras católicas, ou por prostitutas sujas e solitárias)".
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Ambos passam a trocar cartas compartilhando sua solidão, desajustes, cotidiano e diferenças (Mary enxerga o mundo em tons de marrom e Max em tons acinzentados). Um filme que passeia por temas densos, minimalismo, leveza e sobretudo amizade.
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"O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê,
Nem ver quando se pensa.
Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender..."
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Alberto Caeiro, heterônimo do Pessoa, in: O Guardador de Rebanhos.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Agenda: A Máquina de Abraçar, José Patrício e Jean-Luc Godard.

Godard, cinema sem compromisso com linearidades
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Se o estilo Nouvelle Vague tem um representante fidelíssimo às suas raízes experimentalistas, essa pessoa é Jean-Luc Godard. Sua forma limítrofe e vanguardista de fazer cinema será revisitada na mostra que abre as comemorações pelos seus 80 anos.
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"Godard 80" faz um apanhado de parte da sua criação cinematográfica, com a exibição de 16 filmes, sendo 15 deles exibidos em película e 1 em DVD.
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Programação:.
26/01 terça-feira14h – Nouvelle Vague (Nouvelle Vague, 1990), 90 min, 14 anos
16h – Acossado (À Bout de Souffle, 1960), 85 min, 12 anos
18h – O Desprezo (Le Mépris, 1963) 103min, 16 anos
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27/01 quarta-feira14h – Carmem (Prénom: Carmen, 1983), 90min, 14 anos
16h – Alphaville (Alphaville, 1965), 100min, 12 anos
18h – Tempo de Guerra (Le Carabiniers, 1963) 85 min, 16 anos

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28/01 quinta-feira14h – Elogio ao Amor (Eloge de L’Amour, 2001) 97 min, 14 anos
16h – Carmem (Prénom: Carmen, 1983) 90 min, 14 anos
18h – O Desprezo ( Le Mépris, 1963), 103 min, 16 anos

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29/01 sexta-feira14h – Made in USA (Made in USA, 1966) 90 min, 16 anos
16h – Elogio ao Amor (Eloge de L’Amour, 2001) 97 min, 14 anos
18h – O Demônio das Onze Horas (Pierrot Le Fou, 1965), 115 min, 14 anos

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30/01 sábado
14h – Para Sempre, Mozart (For Ever Mozart, 1996) 85 min, 16 anos
16h – Uma Mulher é uma Mulher (Une Femme est une Femme, 1961) 85 min, 16 anos

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31/01 domingo14h – Je vous Salue, Marie (Je Vous Salue, Marie, 1985) 107 min, 18 anos
16h – Detetive (Detéctive, 1984) 98 min, 14 anos
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02/02 terça-feira14h – Infelizmente para Mim (Hélas pour Moi, 1992) 95 min, 16 anos
16h – Passion (Passion, 1982) 88 min, 16 anos
18h – O Pequeno Soldado (Le Petit Soldat, 1961) 93 min, 14 anos

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03/02 quarta-feira14h – Passion (Passion, 1982) 88 min, 16 anos
16h – Uma Mulher é uma Mulher (Une Femme est une Femme, 1961) 85 min, 16 anos
18h – O Desprezo (Le Mépris, 1963), 103min, 16 anos
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04/02 quinta-feira
14h – Alphaville (Alphaville, 1965), 100 min, 12 anos
16h – Para Sempre, Mozart (For Ever Mozart, 1996) 85 min, 16 anos
18h – Tempo de Guerra (Le Carabiniers, 1963) 85min, 16 anos
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05/02 sexta-feira14h – Made in USA ( Made in USA, 1966) 90 min, 16 anos
16h – O Pequeno Soldado (Le Petit Soldat, 1961) 93 min, 14 anos
18h – Je vous Salue, Marie (Je Vous Salue, Marie, 1985) 107 min, 18 anos

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06/02 sábado
14h – Detetive (Detéctive, 1984) 98 min, 14 anos
16h – O Demônio das Onze Horas (Pierrot Le Fou, 1965), 115 min, 14 anos

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07/02 domingo14h – Tempo de Guerra (Le Carabiniers, 1963), 85 min, 16 anos
16h – Alphaville (Alphaville, 1965) 100 min, 12 anos
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Mostra "Godard 80"Espaço Caixa Cultural

Av. Almirante Barroso, 25, Centro
De 26 de janeiro à 07 de fevereiro de 2010
Sessões a partir das 14h, de terça à domingo
Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia entrada)
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Imago Mundi V, José Patrício, 2007 (7.813 peças de dominó em resina)
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Quando criança gostava de montar figuras com objetos, principalmente os botões que minha mãe dispunha na sua caixa de costura. Outra brincadeira, era enfileirar peças de dominó, tanto quanto fosse possível, para depois ter o prazer de observá-las desabar em cascata. O trabalho do artista plástico José Patrício remonta, mesmo que com outra concepção, a esses passatempos infantis.
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O artista questiona os limites da arte e a apropriação de objetos do cotidiano em 12 obras produzidas entre 2004 e 2009. Os temas são: signo, representação do número, quantificação, geometria, abstração, jogo, espacialização, tempo e serialização.
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Exposição "José Patrício: O Número"
Espaço Caixa Cultural

Av. Almirante Barroso, 25, centro
De ter à sex, das 10h às 22h
Sáb, dom e feriados, das 10h às 21h
Entrada Franca
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Já abraçou alguém hoje?! Marina Vianna e Mariana Lima, a terapeuta e a paciente autista da peça com direção de Malu Galli
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Assim como a peça Simplesmente eu, Clarice Lispector (que assisti essa semana e que me alegra dizer, terá a temporada no Sesi prorrogada até março), A Máquina de Abraçar reestréia depois de elogiosas críticas no Teatro Leblon.
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Baseada no texto do dramaturgo espanhol José Sinisterra, a montagem aborda um tema pouco comum e cheio de desconhecimento – o autismo. Seu maior mérito, no entanto, são as linguagens usadas. A "limitação" serve como ferramenta para esmiuçar a dificuldade de estabelecermos contato, de mantermos e estreitarmos relações.
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Peça "A Máquina de Abraçar"
Teatro Leblon - Sala Fernanda Montenegro

Rua Conde de Bernadotte, 26, Leblon
De 19 de janeiro à 10 de fevereiro
Terças e quartas às 21h
Ingresso: R$ 50,00
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Across The Universe, Rufus Wainwright
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"As pessoas buscam "relacionamentos de bolso", do tipo de que se "pode dispor quando necessário" e depois tornar a guardar. Ou que os relacionamentos são como a vitamina C: em altas doses, provocam náuseas e podem prejudicar a saúde. Tal como no caso desse remédio, é preciso diluir as relações para que se possa consumi-las."
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Zygmunt Bauman, in: Amor Líquido.
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Agenda: Eugène Boudin, Carlos Scliar, Clarice em dois tempos...

Le Havre, Eugène Boudin, 1889
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Obras dos pintores Eugène Boudin e Frans Post, podem ser vistas a partir de hoje no Museu Nacional de Belas Artes. Todas as telas fazem parte do acervo do MNBA, que comemora 73 anos este mês.
.Frans Post fez parte da comitiva de Mauricio de Nassau, quanto este aportou em terras Pernambucanas com a expedição holandesa. Parte de seu trabalho retrata a arquitetura, a natureza, os engenhos de açúcar e os costumes da Recife daqueles tempos.
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Já o francês Eugène Boudin é nome proeminente do movimento impressionista, sendo considerado o seu precursor. Ao meu ver, depois das "Noites Estreladas" do Van Gogh, não existe representação do céu mais bonita que as de Boudin. Ora abertos, ora sisudos, salpicados de nuvens, reproduzindo o arrebol das tardes, quase sempre se fundindo com o mar, os barcos singrando o horizonte.
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Exposição Eugène Boudin e Frans Post 
Museu Nacional de Belas Artes
Avenida Rio Branco, 199, Centro
De 13 de janeiro à 07 de março de 2010
Ter à sex, das 10h às 18h
Sáb, dom e feriados, das 12h às 17h
Ingresso: R$ 5,00 (entrada franca aos domingos)
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Retrato Clarice Lispector, por Carlos Scliar, 1972
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Outra exposição com abertura hoje faz uma retrospectiva dos mais de 60 anos de carreira do pintor, serigrafista, escultor e gravurista gaúcho, Carlos Scliar. Multifacetado, Scliar é considerado um dos mestres da arte moderna no Brasil. Não conheço tanto o seu trabalho, salvo alguns retratos, como este da Clarice Lispector. Existe tempo hábil para até o dia 21 de fevereiro, rever ou como no meu caso, se familiarizar com mais de 80 obras do artista reconhecido mundialmente.
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Exposição Carlos Scliar: Perfil e Trajetórias
Centro Cultural dos Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro
De 13 de janeiro à 21 de fevereiro de 2010
Ter à dom, das 12h às 19h
Entrada Franca
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Simplesmente eu, Clarice Lispector, com Beth Goulart, 2009
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Falando em Clarice... Beth Goulart retorna aos palcos cariocas para uma curta temporada no Teatro Sesi. Quem não conseguiu assistí-la no CCBB tem uma nova oportunidade.
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Em tempo. Dificilmente abandono um livro no meio da leitura (salvo desastrosas exceções). Não é o caso, nem de longe, mas "Indignação" do Philip Roth estagnou no último capítulo. Tudo culpa do meu presente de fim de ano preferido. A biografia do Benjamin Moser é arrebatadora! Não. Assim é Clarice, arrebata de estranhamento. Compartilho impressões ao fim da leitura.
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Peça Simplesmente eu, Clarice Lispector
Teatro Sesi
Avenida Graça Aranha, nº 1, Centro
De 12 à 27 de janeiro de 2010
Terças e quartas, às 19:30h
Ingresso: R$ 40,00
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Trecho do livro, onde ela explica de um modo todo seu, o significado fracionado de seu nome:
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Clarice, lis, lírio. A flor-de-lis.
Lispector, pector, peito.
Um lírio no peito.

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"Sou um objeto querido por Deus. E isso me faz nascerem flores no peito. Ele me criou igual ao que escrevi agora: "sou um objeto querido por Deus" e ele gostou de me ter criado como eu gostei de ter criado a frase. E quanto mais espírito tiver o objeto humano mais Deus se satisfaz.
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Lírios brancos encostados à nudez do peito. Lírios que eu ofereço e ao que está doendo em você. Pois nós somos seres e carentes. Mesmo porque estas coisas - se não forem dadas - fenecem..."
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Agenda: Os sonhos de uma geração e de uma mulher chamada Clarice.

Retratos do universo Clariceano, com Beth Goulart, ©
 foto de Ricardo Chaves
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(...)
“A rede de tricô era áspera entre os dedos, não íntima como quando a tricotara. A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. E como uma estranha música, o mundo recomeçava ao redor. O mal estava feito. Por quê? Teria esquecido de que havia cegos? A piedade a sufocava, Ana respirava pesadamente. Mesmo as coisas que existiam antes do acontecimento estavam agora de sobreaviso, tinham um ar mais hostil, perecível... O mundo se tornara de novo um mal-estar. Vários anos ruíam, as gemas amarelas escorriam. Expulsa de seus próprios dias, parecia-lhe que as pessoas na rua eram periclitantes, que se mantinham por um mínimo equilíbrio à tona da escuridão – e por um momento a falta de sentido deixava-as tão livres que elas não sabiam para onde ir.”
(...)
Clarice Lispector, in: Laços de Família.

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Esse mundo belo, intrínseco, caótico e quase inacessível, é revisitado no monólogo “Simplesmente Eu. Clarice Lispector”. Ainda não assisti ao espetáculo, coisa que não tardará a acontecer, assim que o vir, provavelmente compartilharei impressões.
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Algumas pessoas falam sobre si e os outros, com beleza incomum. Parecem comungar com a pluralidade do mundo. Penso que sintetizam tão bem o tempo, as transformações, os sentimentos, seus fantasmas ou mesmo os sonhos, porque respeitam a sensibilidade que possuem. As ideias assim se abrangem, por isso são belas, por isso falam diretamente como flechas que nos atingem em cheio. Aquele tipo de golpe que desarma, que paralisa. Que metaforicamente, mata de amor ou de dor.
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Peça Simplesmente Eu. Clarice Lispector
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66, Centro
De quarta à domingo, às 19h. Até 4 de outubro
Ingresso: R$ 10,00
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Utopia, sf. projeto irrealizável; quimera; lugar ou posição ideal, ainda não atingida
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Para falar da incessante vocação do homem em sonhar, estréia dia 31 de agosto, segunda-feira, às 20h30, na TV Brasil, a série “Era das Utopias.”
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A conferir!
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"A questão é: quanta realidade se deve reter mesmo num mundo que se tornou inumano, se não quisermos que a humanidade se reduza a uma palavra vazia ou a um fantasma? Ou, para colocá-la de outra forma, em que medida ainda temos alguma obrigação para com o mundo, mesmo quando fomos expulsos ou nos retiramos dele?"
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Hannah Arendt, in: Homens em Tempos Sombrios.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Agenda: Simone de Beauvoir, Brecheret, Burle Marx, Little Joy...

Simone de Beauvoir, © foto de Elliot Erwitt, Paris, 1949

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Peça "Viver Sem Tempos Mortos"
Monólogo com Fernanda Montenegro, baseado nas cartas e depoimentos autobiográficos da escritora e intelectual existencialista Simone de Beauvoir.
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Teatro Oi Futuro
Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo.
Qui, Sex, Sáb e Dom às 19:30h. Até 30 de Agosto.Entrada: R$ 15,00.

Depois a peça prossegue a temporada no teatro do Shopping Fashion Mall, ou seja, aproveite o módico e camarada ingresso do espaço Oi Futuro..
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Exposição "A Arte Indígena de Victor Brecheret"Mostra com 29 esculturas e 23 desenhos do artista que transformava pedras, terracota e madeira em arte. As peças são inspiradas na cultura indígena e marajoara, da Ilha de Marajó, no Pará..
Caixa Cultural
Av. Almirante Barroso, 25, Centro.
Ter à Sáb, das 10h às 22h. Dom, das 10h às 21h.
De 07 de Julho à 23 de Agosto.
Entrada Franca.

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Festival de Cinema "Assim Vivemos"
O universo pretensamente limitado de pessoas com deficiência física, é abordado nos 24 filmes de 13 países exibidos no festival. No final do dia, sempre às quartas e quintas, serão realizados debates.
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Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66, Centro.
Até 16 de Agosto.
Entrada Franca.
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Programação completa no site do festival.
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Show da Banda "Little Joy"
Encontro despretencioso de trabalhos paralelos, que resultou num som muito bacana. A banda é formada pelo Rodrigo Amarante (guitarrista do Los Hermanos), Binki Shapiro e Fabrizio Moretti (baterista do The Strokes).
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Fundição Progresso
Rua dos Arcos, 24, Lapa.
Dia 14 de agosto, às 22h.

Entrada: R$ 100,00 (inteira), R$ 50,00 (meia).
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Exposição "Burle Marx"
Comemoração do centenário de nascimento do paisagista. Fazem parte da programação, exposição fotográfica de Marcel Gautherot, lançamento de guia paisagístico, distribuição de mudas e atividades infantis.
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Instituto Moreira Salles
Rua Marques de São Vicente, 476, Gávea.
Ter à Sex, das 13h às 20h. Sáb, Dom e Feriados das 11h às 20h.
De 08 de Agosto à 27 de Setembro.
Entrada Franca.

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"Nossa existência é uma morte lenta? É evidente que não. Semelhante paradoxo desconhece a verdade essencial da vida: ela é um sistema instável no qual se perde e se reconquista o equilíbrio a cada instante: a inércia é que é o sinônimo da morte. A lei da vida é mudar."

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Simone de Beauvoir, in: Balanço Final.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Agenda: fome, fotografia, shakespeare e afins

Garapa, José Padilha, 2009
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Há quem não goste de ir ao cinema para assistir mazelas, aliás, essa é uma prerrogativa muito usada por pessoas de estômago fraco ou cérebro oco, como queiram. “Não leio o jornal, não vejo o noticiário, não dirijo para o outro lado do Rebouças, não abro o vidro do carro...”

Garapa, é uma mistura de água e açúcar. E o único alimento das três famílias (e tantas outras), mostradas no filme homônimo de José Padilha, quando não tem o que comer.

Se a legitimação de políticas corruptas condenam gerações de pessoas a viver à margem, só a personificação dessas realidades pode proporcionar alguma mudança. Enquanto o drama do outro for impessoal, não for mostrado, compartilhado, vivenciado, não vai passar de uma estatística e números ainda não morrem de fome.




Agora, as opções "bonitas de se ver"... um bom feriado.

Rebobine, por favor
Exposição baseada nas obras do cineasta Michel Gondry

Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Primeiro de Março, 66, Centro
De 09 de junho à 09 de agosto
Ter à sab das 12 às 21h. Dom e feriados das 11 às 20h.
Entrada Franca.



Imagens Humanas
Exposição de fotografias de João Roberto Ripper
Caixa Cultural – Av. República do Chile, 230, Centro
Ter à sex das 10 às 18h. Sáb, dom e feriados das 14 às 18h.
Entrada Franca.



Regurgitofagia
Primeira peça da Trilogia de Michel Melamed

Teatro Sesc Ginástico – Av. Graça Aranha, 187, Centro
De 11 à 14 de junho às 19h.
Entrada: R$ 20,00.


A sequência da trilogia prossegue com Antidinheiro: de 18 à 21 e Homemúsica: de 25 à 28 de junho.


Hamlet

Clássico Shakespeariano com Wagner MouraTeatro Odylo Costa Filho (UERJ) – Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã
Dias 18, 19 e 20.
Qui e sex às 19h e sáb às 20h.
Entrada: R$ 30,00 (Ingressos já à venda na bilheteria do teatro, corre lá)


 

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