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sábado, 14 de julho de 2012

Retrato do artista enquanto sujeito: Gustav Klimt

Gustav Klimt, pintor simbolista austríaco (1862-1918)
© foto de Moritz Nähr, 1912
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Identificamos com facilidade o trabalho de alguns artistas, mas nem sempre os seus rostos. A ideia de mais essa sessão do "Le Silence" é descortinar a criatura.

Klimt, cujo aniversário de 150 anos de nascimento é comemorado hoje, é a personificação do paradoxo do artista. O exponencial da genialidade, aprisionada em anseios e vicissitudes tão humanos. É curioso constatar, pelo menos ao meu ver, que nenhum grande artista é mais gênio, que "sujeito". Aprecia-se a obra muito pelo sentido de identificação, por alguma coisa que nos aproxima, que nos faz pensar, que nos assombra, que nos intriga, que nos extasia... e não puramente pelo sentido estético. Sob esse ponto de vista, a criação nunca será maior que o seu criador.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

"A cor de primavera que há-de vir..."

Farm Garden with Sunflowers, Gustav Klimt, 1912


Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!


Casimiro de Abreu,
fragmento do poema "Meus Oito Anos".

terça-feira, 19 de abril de 2011

Variações sobre um mesmo tema: o beijo tácito

In Bed The Kiss, Henri de Tolouse-Lautrec, 1892
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The Lovers, René Magritte, 1928
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The Stolen Kiss, Jean-Honoré Fragonard, 1780
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Rayograph, Man Ray, 1922
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The Taking of Christ or The Kiss of Judas, Caravaggio, 1602
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The Kiss, Théodore Géricault, 1822
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Le Baiser du Faune, Aimé-Jules Dalou, d.i.
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The Kiss, Edvard Munch, 1897
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The Kiss, Francesco Hayez, 1859
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The Kiss, Auguste Toulmouche, 1886
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The Kiss, Theophile Alexandre Steinlen, 1895
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The Kiss Bestowed, Jean Antoine Houdon, 1778
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Mother's Goodnight Kiss, Mary Cassat, 1888
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Two Figures, Francis Bacon, 1953
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The Kiss, Constantin Brancusi, 1916
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The Kiss, Gustav Klimt, 1907-1908
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Eternal Spring, Auguste Rodin, 1906-1907
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"E nesse beijo, amor, que eu te não dei..."
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Florbela Espanca.
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domingo, 12 de abril de 2009

Das tintas dos meus dias.

  O Abraço, Gustav Klimt, 1909
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"À medida que o tempo passa, a tinta velha em uma tela muitas vezes se torna transparente. Quando isso acontece, é possível ver, em alguns quadros, as linhas originais: através de um vestido de mulher surge uma árvore, uma criança dá lugar a um cachorro e um grande barco não está mais em mar aberto. Isso se chama Pentimento, porque o pintor se arrependeu, mudou de idéia. Talvez se pudesse dizer que a antiga concepção, substituída por uma imagem anterior, é a forma de ver, e ver de novo, mais tarde."

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Liliam Hellman.
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Seria bom começar racionalizando, sem a preocupação de que um roupante de sensibilidade comprometa irremediavelmente o que fora traçado. Erros talvez não pesassem tanto. Equívocos seriam seguidos por sorrisos. Enigmas ganhariam cifras e as caixas de pandora seriam apenas souvenirs. Corria-se até o risco de finalmente concluir a pintura inacabada que se é.

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