Mostrando postagens com marcador Marcel Marceau. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcel Marceau. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de janeiro de 2014

[ Ser ] [ Parecer ]

Mime, Marcel Marceau, © foto de Jack Mitchell, 1973
.
.
.
Entre o desejo de ser
e o receio de parecer
o tormento da hora cindida
.
Na desordem do sangue
a aventura de sermos nós
restitui-nos ao ser
que fazemos de conta que somos.
.
Mia Couto, in: Raiz de Orvalho e Outros Poemas.
.

sábado, 23 de junho de 2012

"ah ‘persona’, como não te usar e ser!"

Marcel Marceau, The Mask Maker, 1959
.
.
.
"Então, sem entender o que fazia – só o entendeu depois – pintou demais os olhos e demais a boca até que seu rosto branco de pó parecia uma máscara: ela estava pondo sobre si mesma alguém outro: esse alguém era fantasticamente desinibido, era vaidoso, tinha orgulho de si mesmo. Esse alguém era exatamente o que ela não era.

Na hora de sair de casa, fraquejou: não estaria exigindo demais de si mesma? Não seria uma bravata ir sozinha? Toda pronta, com uma másca­ra de pintura no rosto – ah ‘persona’, como não te usar e ser! – sem coragem, sentou-se na poltrona de sua sala tão conhecida e seu coração pedia para ela não ir. Parecia prever que ia se machucar muito e ela não era masoquista. Enfim apagou o cigarro-da-coragem, levantou-­se e foi..."
.
.
Clarice Lispector, in: Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres.
.
.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails