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sexta-feira, 29 de março de 2019

"Je me souviens pendant que je vie..."

Agnès Varda (30/05/1928 - 29/03/2019)
© Micheline Pelletier: on the set of Vagabond/Sans Toit ni Loi, 1985.
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Quando o não-ser fica em suspense
abre-se a vida esse parêntese
com um gemido universal de fome
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somos famintos desde o vamos

e o seremos até o vamo-nos
depois de muito descobrir
e brevemente amar e acostumar-nos
à falida eternidade
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a vida se encerra em vida

a vida esse parêntese
também se fecha..........incorre
em um gemido universal
o último
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e então somente então

o não-se segue para sempre.
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Mario Benedetti. 
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domingo, 9 de dezembro de 2018

"Ante este ímpeto de sons e de silêncio, ante tais gritos de furiosa paz, ante um furor tamanho de existir eterno..."

Maria, screenshot do filme Maria by Callas: in her own words, 
dir. Tom Volf, 2018
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Como se modulando neste espaço-tempo
que se desenha espaço em mero som contínuo
de um tempo trespassado,
a fina imarcessível
dor 
é timbre e andamento,
e proporção de altura
a desdobrar-se na serena angústia
de um nada preenchido.
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Intensamente.
Quietação.
Vácuo.
Tudo. 
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Canta o impossível.
Que voz humana
sustentaria
esta pressa alegre
ou a tensão suspensa
do lento sonho?
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Jorge de Sena.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

"And so, like this flower, I persist — for what there may be in it..."

 Gelsomina, interpretada por Giulietta Masina, em A Estrada da Vida,  
dir. Federico Fellini, 1954
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Há dias que atravessamos deitados numa cama demasiado ampla para um só sonhador, completamente despertos, de rosto confundido entre cobertores, de corpo engessado, de futuro fraturado. Dói-nos tudo, tudo e mais alguma coisa, mas se nos perguntasse, responderíamos "nada em particular". E é verdade. 
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Bénédicte Houart.
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terça-feira, 11 de abril de 2017

"Sólo la sed, el silencio, ningún encuentro..."

Nostalghia frame, dir. Andrei Tarkovsky, 1983
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Qué penoso resulta andar entre la gente
Y simular que no estamos perdidos
Y contar el fuego de las trágicas pasiones
A aquéllos que no han vivido aún.

Y mirando fijamente en nuestra nocturna pesadilla
Descubrir un orden en el torbellino caótico del sentimiento,
Para que conozcan el incendio mortal de la vida, 
a través de los pálidos reflejos del arte.
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Aleksandr Blok.
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domingo, 29 de janeiro de 2017

"C’est beau la vie, la longue vie..."

Emmanuelle Riva (24/02/1927 - 27/01/2017)
Hiroshima Mon Amour, Dir. Alain Resnais, 1959
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recusa-se a tocar a
mãe desta expectativa
que desperdiça
tantas secreções
em seu sistema
de produtos 
mensais emmanuelle 
riva em 'hiroshima 
mon amour'
& 'bleu' o esquecimento
da amante
ontem a esclerose
da mãe amanhã
azul a água
dissolução da 
memória ah! a
memória deixe-a
à mercê da
manhã
no entanto
sabe que só 
a expectativa
fertiliza
a perda a
predileção
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Ricardo Domeneck.
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Amour, Dir. Michael Haneke, 2012
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domingo, 1 de maio de 2016

"está tudo obscuro, está tudo obscuro em mim..."

János Derzsi, cena da obra-prima "O Cavalo de Turim", dir. Béla Tarr, 2011
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Gostaria de descrever uma emoção simples
como alegria ou tristeza
mas não como os outros fazem
socorrendo-se de restos de chuva ou sol

Gostaria de descrever uma luz
que começa a nascer em mim
mas que sei não se assemelhar
a alguma estrela
pois não é tão brilhante
nem tão pura
e é incerta

Gostaria de descrever coragem
sem arrastar atrás de mim um velho leão
e também ansiedade
sem entornar um copo de água

para dizê-lo de outra maneira
desistiria de todas as metáforas
em troca de uma palavra
retirada do meu peito como uma costela
uma palavra
nascida dentro das fronteiras
da minha pele

mas aparentemente isso não é possível

e só para dizer – amo
eu ando às voltas como um louco
à procura de mãos cheias de pássaros
e a minha ternura
que apesar de tudo não é feita de água
pede água para a cara

e a raiva
diferente do fogo
pede-lhe emprestado
o tom eloquente

está tudo obscuro
está tudo obscuro
em mim
que homem de cabelo grisalho
irá separar de uma vez por todas
dizendo
isto é a essência
e isto é a matéria

adormecemos
com uma mão debaixo das nossas cabeças
e com a outra em inúmeros planetas

os nossos pés abandonam-nos
e entram na terra
com as suas pequenas raízes
que na manhã seguinte
arrancamos com dor.
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Zbigniew Herbert.
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domingo, 17 de janeiro de 2016

Charlotte Rampling e um Soneto Camoniano

Charlotte Rampling, cena do filme "45 anos", dir. Andrew Haigh, 2015
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Busque Amor novas artes, novo engenho
Para matar-me, e novas esquivanças,
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.
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Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes, nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.
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Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá m'esconde
Amor um mal que mata e não se vê:
Que dias há que n'alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e doí não sei por quê.
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Luís de Camões.
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BERARDINELLI, Cleonice. Cinco Séculos de Sonetos Portugueses: de Camões a Fernando Pessoa. Ed. Casa da Palavra, 2013.
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sexta-feira, 21 de março de 2014

"O ingrediente secreto para o sexo é o amor."

The Ash Yggdrasil, Friedrich Wilhelm Heine, 1886
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Ninfomaníaca é, entre outras coisas, uma grande tiração de sarro (mais uma) do diretor Lars von Trier, com aqueles que previsivelmente classificariam o filme como "o primeiro pornô soft exibido em cinemas multiplex". 

Assim como a polifonia de Bach em justaposição com os amantes diletos de Joe, o filme louva a tríade que marca o "estilo" do cineasta: o pensamento estético e filosófico + o tragicômico + o lúdico. 

Ponto para quem mortificou-se mais com a cena da montanha e menos com a chuva de falos. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

"Estou escrevendo umas coisas loucas..."

A Obscena Senhora Silêncio, direção de Leandra Lambert, 2010
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Há tanto a te dizer agora! Meus olhos se gastaram
Procurando a palavra nas figuras, nos textos, nas estórias.
Era preciso viajar e levantada em renúncias redescobrir
.....................................................................................[ a morte
Além de seu sudário e suas tremuras. Quase nada 
...............................................[ aprendi. De nada me lembrei.
Há talvez a memória de tatos, um sentir rarefeito, um
........................................................................ [ ouvido inexato.
Deitado em solidão sobre o teu peito. E adeuses
..................................................[ ingênuos, calados de vitória
E aquele de fereza, de acerto, dissolvido em orgulho, 
............................................................................[ ressuscitado
Vagamente em canto. E na manhã, o meu sonho passara
..........................................................................[ e a minha voz 
Não se erguera em poesia.

Será preciso esquecer o contorno de umas formas que
.....................................................................[ vi: naves, portais
E o grande crisântemo sobre a faixa restrita do canteiro.

Através do gradil, no terraço do tempo te percebo.
E ainda que as janelas se fechem, meu pai, é certo que
...............................................................................[ amanhece.
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Hilda Hilst.

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sábado, 20 de abril de 2013

"Todo anjo é terrível. No entanto, ai de mim, eu vos invoco...sabendo quem sois..."

Wings of Desire, direção de Wim Wenders, 1987
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"...Se o objeto se torna alegórico sob o olhar da melancolia, ela o priva de sua vida, a coisa jaz como se estivesse morta, mas segura por toda a eternidade, entregue incondicionalmente ao alegorista, exposta a seu bel-prazer. Vale dizer, o objeto é incapaz, a partir desse momento, de ter uma significação, de irradiar um sentido; ele só dispõe de uma significação, a que lhe é atribuída pelo alegorista. Ele a coloca dentro de si, e se apropria dela, não num sentido psicológico, mas ontológico. Em suas mãos, a coisa se transforma em algo diferente, através da coisa, o alegorista fala de algo diferente, ela se converte na chave de um saber oculto, e como emblema desse saber ele a venera..." 
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Walter Benjamin,  in: Origem do Drama Barroco Alemão.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Agenda: Adriana Varejão, William Kentridge e XXI Filmes Franceses Contemporâneos

Drawing from Stereoscope, William Kentridge, 1998-99
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Última chamada para conferir a exposição "William Kentridge: fortuna". O público tem até o próximo domingo para ver os 38 desenhos, 184 gravuras, 10 esculturas, 27 filmes e animações, além de seis séries inéditas.
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William Kentridge é sul africano e um dos maiores animadores em atividade. Entre os destaques da mostra, realizada pela parceria entre o Instituto Moreira Salles, a Fundação Iberê Camargo e a Pinacoteca de São Paulo, estão os dez filmes da série Drawings for Projection. Do Rio a exposição segue para Porto Alegre e São Paulo.
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Drawing for the film Sobriety, Obesity & Growing Old, (Her Absence Filled the World), William Kentridge, 1991
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History of the Main Complaint, William Kentridge, 1996
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Drawing for the film Felix in Exile, William Kentridge, 1994
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Drawing for the film Monument (Harry, Close Up of Head and Load), William Kentridge, 1990
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 Cambio, William Kentridge, 1999
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A Poem I used to Know, William Kentridge, 2012
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Exposição William Kentridge: fortuna
Instituto Moreira Salles

Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Ter à Dom, das 11h às 20h
De 24 de Outubro de 2012 à 17 de Fevereiro de 2013
Entrada franca.

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Ervas Daninhas, Alain Resnais, 1999
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A mostra "XXI Filmes Franceses Contemporâneos - 2ª edição", começa a partir do dia 19,  na Caixa Cultural, reunindo clássicos e produções recentes, bem como filmes de pouca ou quase nenhuma circulação no país.
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Programação:
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Terça-feira - 19/02
15h – A filha do juiz, de William Karel (França, 2006, 90min, digital, 14 anos)
17h – Encontros para a conquista, de Euzhan Palcy (França, 1994/2006, 57min, digital, 14 anos)
19h – Comédia do poder, de Claude Chabrol (França/Alemanha, 2005, 110min, 35mm, 10 anos)
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Quarta-feira - 20/02
15h – Claude Lévi-Strauss por ele mesmo, de Annie Chevallay e Pierre-André Boutang (França, 2008, 93 min, digital, 14 anos)
17h – A força de olhar o amanhã, de Euzhan Palcy  (França, 1994/2006, 52min, digital, 14 anos).
19h – Crônica da inocência, de Raoul Ruiz (Franca, 2001, 100min, 35mm, 16 anos)
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Quinta-feira - 21/02
15h – A Travessia, de Elizabeth Leuvrey (França, 2006, 55 min, digital, 14 anos)
17h – Percursos de dissidentes, de Euzhan Palcy (França, 2006, 88 min, digital, 14 anos)
19h – A Riviera não é aqui, de Dany Boon (França, 2008, 106min, digital, 12 anos)
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Sexta-feira - 22/02
15h – Crônica da inocência, de Raoul Ruiz (Franca, 2001, 100min, 35mm, 16 anos)
17h – 7 anos, de Jean-Pascal Hattu (França, 2007, 86min, digital, 16 anos)
19h – Intocáveis, de Eric Toledano e Olivier Nakache (França, 2011, 112min, 35mm, 14 anos)
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Sábado - 23/02
15h – A comédia do poder, de Claude Chabrol (França/Alemanha, 2005, 110min, 35mm, 10 anos)
17h – A professora de piano, de Michael Haneke (França/Áustria, 2001, 131min, digital, 18 anos)
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Domingo - 24/02
15h – A outra, de Patrick-Mario Bernard e Pierre Trividic (França, 2009, 97 min, digital, 14 anos)
17h – O escafandro e a borboleta, de Julian Schnabel (França/EUA, 2007, 112min, digital, 10 anos)
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Terça-feira - 26/02
15h – Percursos de dissidentes, de Euzhan Palcy (França, 2006, 88 min, digital, 14 anos)
17h – A travessia, de Elizabeth Leuvrey (França, 2006, 55 min, digital, 14 anos)
19h – O tempo que resta, de François Ozon (França, 2005, 85min, 35mm, 16 anos)
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Quarta-feira - 27/02
15h – Encontros para a conquista, de Euzhan Palcy (França, 1994/2006, 57min, digital, 14 anos)
17h – A filha do juiz, de William Karel (França, 2006, 90min, digital, 14 anos)
19h – Film socialisme, de Jean-Luc Godard (França, 2008, 102 min, 35mm, 14 anos)
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Quinta-feira - 28/02
15h – A outra, de Patrick-Mario Bernard, Pierre Trividic (França, 2009, 97 min, digital, 14 anos)
17h – A força de olhar o amanhã, de Euzhan Palcy (França, 1994/2006, 52min, digital, 14 anos).
19h – As neves do Kilimanjaro, de Robert Guédiguian (França, 2011, 90min, 35mm, 12 anos)
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Sexta-feira - 01/03
15h – O escafandro e a borboleta, de Julian Schnabel (França/EUA, 2007, 112min, digital, 10 anos)
17h – Claude Lévi-Strauss por ele mesmo, de Annie Chevallay, Pierre-André Boutang (França, 2008, 93 min, digital, 14 anos)
19h – Ervas daninhas, de Alain Resnais (França, 2009, 104min, 35mm, 10 anos)
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Sábado - 02/03
15h – E se vivêssemos todos juntos, de Stéphane Robelin (França, 2012, 96min, 35mm, 14 anos)
17h – Os infiéis, de Alexandre Courtès, Emmanuelle Bercot, Eric Lartigau, Fred Cavayé (França, 2011, 119min, 35mm, 16 anos)
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Domingo - 03/03
15h – O pequeno Nicolau, de Laurent Tirard (França, 2008, 90min, 35mm, livre)
17h – A professora de piano, de Michael Haneke (França/Áustria, 2001, 131min, digital, 18 anos)
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Mostra "XXI Filmes Franceses Contemporâneos – 2ª edição"
Caixa Cultural - Cinemas 1 e 2
Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca)
Ter à Dom, das 10h às 20h.
De 19 de Fevereiro à 03 de Março de 2013
Ingressos: R$ 4,00. 
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Prato Mestiça, com Adriana Varejão em primeiro plano, 2012
foto Leonardo Aversa
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O Museu de Arte Moderna exibe desde o último dia 17, a exposição "Adriana Varejão – Histórias às Margens". Trata-se da primeira e mais importante retrospectiva de trabalhos da artista na cidade. Adriana que nasceu no Rio, tem peças expostas em acervos importantes como o do Museu Guggenheim, de Nova York e a Tate Modern, de Londres. Além de 42 obras produzidas ao longo de 20 anos (metade delas nunca expostas no Brasil), foram criados três trabalhos especialmente para a mostra: o quadro “Panorama da Bahia de Guanabara”, um prato oriental que é a continuidade da série “Terra Incógnita”, de 1992 e um painel de 18 metros intitulado "Carnívoras"
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Mãe d'Água, Adriana Varejão, 2009
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Ama Divers, Adriana Varejão, 2011
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Prato com Mexilhões, Adriana Varejão, 2011
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O Selvagem, Adriana Varejão, 2011
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 Ruína de Charque Caruaru, Adriana Varejão, 2000
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 Irezumi em Ponta de Diamante, Adriana Varejão, 1997
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Carnívoras (detalhe), Adriana Varejão, 2012
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Figura de Convite, Adriana Varejão, 1997
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Varejão Acadêmico, Musas, Adriana Varejão, 1997
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Exposição: Adriana Varejão – Histórias às Margens
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Av. infante Don Henrique, 85, Parque do Flamengo
Ter à Sex, das 12h às 18h - Sáb, Dom e Feriados, das 12h às 19h
De 17 de Janeiro à 10 de Março de 2013
Ingresso: R$ 12,00.
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