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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

"É inútil sonhar que desfazendo o fio da tua teia, há de ser livre o andar."

Contrejour, Paris, Sabine Weiss, 1953
.
.
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jardins inabitados pensamentos
pretensas palavras em
pedaços
jardins ausenta-se
a lua figura de 
uma falta contemplada
jardins extremos dessa ausência
de jardins anteriores que 
recuam
ausência frequentada sem mistério
céu que recua
sem pergunta.
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Ana Cristina Cesar.
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quarta-feira, 14 de março de 2012

"Para beber da água escrita..."

  The Poet, Egon Schiele, 1911
.
.
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houve um poema
que guiava a própria ambulância
e dizia: não lembro
de nenhum céu que me console,
nenhum,
e saía,
sirenes baixas,
recolhendo os restos das conversas,
das senhoras,
"para que nada se perca
ou se esqueça",
proverbial,
mesmo se ferido,
houve um poema
ambulante,
cruz vermelha
sonâmbula
que escapou-se
e foi-se
inesquecível,
irremediável,
ralo abaixo.
.
Ana Cristina Cesar.
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sábado, 26 de junho de 2010

Das coisas ininteligíveis...

Psyque Opening The Golden Box, John William Waterhouse, 1903.
.
"Não sou idêntica a mim mesma
sou e não sou ao mesmo tempo, no mesmo lugar
e sob o mesmo ponto de vista."
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Ana Cristina Cesar.
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