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sexta-feira, 12 de junho de 2015

"Necesitas poesía..."

Maude Banvard, The Catch, Brockton Fair, Frederick W. Glasier, 1907
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Necesitas límites mentales. No entiendo cómo, a pesar de tu dispersión, comprendes cuál es tu remedio. Necesitas no esperar. Necesitas no esperar nada de los demás. Necesitas no traficar co tu dolor. Necesitas orgullo y soledad. Necesitas castidad. Necesitas orden. Por ejemplo, las lecturas. Poesía: limitarse a Bonnefoy. Tal vez, también, seguir con Dostoievski.
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Alejandra Pizarnik,
Diarios, 21 de noviembre, de 1964
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segunda-feira, 17 de junho de 2013

"ella tiene miedo de no saber nombrar lo que no existe..."

Faaturuma (Melancholy), Paul Gauguin, 1891
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Desdobrei a minha orfandade
sobre a mesa, como um mapa.
Desenhei o meu itinerário
até ao meu lugar ao vento.
Os que chegam não me encontram.
Os que espero não existem.
E bebi licores furiosos
para transmutar os rostos
num anjo, em copos vazios.
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Alejandra Pizarnik.
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cuarto solo

The Day After, Edvard Munch, 1894
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Si te atreves a sorprender
la verdad de esta vieja pared;
y sus fisuras, desgarraduras,
formando rostros, esfinges,
manos, clepsidras,
seguramente vendrá
una presencia para tu sed,
probablemente partirá
esta ausencia que te bebe.
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Alejandra Pizarnik.
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

"más allá de cualquier zona prohibida, hay un espejo para nuestra triste transparencia."

Female Posing, Ofey, pseudônimo de Richard Feynman, 1968
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"No sé cuando empecé a buscar a esa persona. No sé quién es esa persona. No la conozco. Es raro cómo y cuándo la busqué... Yo ya no soy yo, yo soy mis ojos. Busquen. Entre las hojas muertas, en los árboles filosos, en el sí y en el no, en el revés y el derecho, en un vaso de agua y en mi sed de siempre..."
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."Não sei quando comecei a buscar esta pessoa. Não sei mesmo quem é, não a conheço. É estranho como e quando a busquei... Eu já não sou eu mesma, sou meus olhos. Procurem. Entre as folhas mortas, entre as árvores filósofas, no sim e no não, no revés e no direito, em um copo de água e em minha sede de sempre".
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Diários de Alejandra Pizarnik.
Organização de Ana Maria Becciu, Ed. Lumen, 2003*.
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* Essa é uma edição espanhola, por uma dessas coisas 
inexplicáveis, 
a poesia de Alejandra nunca foi editada no Brasil. 
O livro pode ser encontrado na Amazon.com
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terça-feira, 8 de junho de 2010

"Comeu e bebeu as palavras..."

Con Corona, © Foto de Flor Garduño, 2000
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Não,
as palavras
não fazem amor
fazem ausência
Se digo água, beberei?
Se digo pão, comerei?
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Alejandra Pizarnik.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

(Sobre) voar...

© Gregory Colbert, Ashes and Snow.
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"Yo no sé de pájaros,
no conozco la historia del fuego.
Pero creo que mi soledad debería tener alas."
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Alejandra Pizarnik, in: As Aventuras Perdidas.
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