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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cuarto solo

The Day After, Edvard Munch, 1894
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Si te atreves a sorprender
la verdad de esta vieja pared;
y sus fisuras, desgarraduras,
formando rostros, esfinges,
manos, clepsidras,
seguramente vendrá
una presencia para tu sed,
probablemente partirá
esta ausencia que te bebe.
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Alejandra Pizarnik.
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terça-feira, 19 de abril de 2011

Variações sobre um mesmo tema: o beijo tácito

In Bed The Kiss, Henri de Tolouse-Lautrec, 1892
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The Lovers, René Magritte, 1928
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The Stolen Kiss, Jean-Honoré Fragonard, 1780
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Rayograph, Man Ray, 1922
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The Taking of Christ or The Kiss of Judas, Caravaggio, 1602
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The Kiss, Théodore Géricault, 1822
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Le Baiser du Faune, Aimé-Jules Dalou, d.i.
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The Kiss, Edvard Munch, 1897
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The Kiss, Francesco Hayez, 1859
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The Kiss, Auguste Toulmouche, 1886
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The Kiss, Theophile Alexandre Steinlen, 1895
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The Kiss Bestowed, Jean Antoine Houdon, 1778
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Mother's Goodnight Kiss, Mary Cassat, 1888
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Two Figures, Francis Bacon, 1953
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The Kiss, Constantin Brancusi, 1916
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The Kiss, Gustav Klimt, 1907-1908
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Eternal Spring, Auguste Rodin, 1906-1907
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"E nesse beijo, amor, que eu te não dei..."
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Florbela Espanca.
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terça-feira, 15 de março de 2011

(( Inside ))

Model Near The Wicker Armchair, Edvard Munch, 1921
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Louvado seja Deus meu Senhor,
porque o meu coração está cortado a lâmina,
mas sorrio no espelho ao que,
à revelia de tudo, se promete...
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Adélia Prado.

Trecho do poema "Bendito".
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Variações sobre um mesmo tema: Cupido e Psiquê

Cupid and Psyche as Children, William Bouguereau, 1890
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O mito da princesa mortal que transformou-se em deusa e cuja beleza despertou o ciúme de Vênus e o amor de seu filho, Cupido, foi contada pela primeira vez pelo escritor romano Lúcio Apuleio, em “O Asno de Ouro”, século II d.C. Desde então, vem sendo retratado por vários artistas, da antiguidade ao período neoclássico.
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Pode-se dizer, que os aspectos mitológicos, alegóricos e de fábula, conferem ao mito tamanha empatia, mas que talvez seu maior atrativo, seja mesmo o ideal de amor. Seja ele qual for.

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Cupid and Psyche Studying Butterfly, Antonio Canova, 1808

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Cupid and Psyche Studying Butterfly (Detail), outra escultura de Canova, "Psyche Revived by the Kiss of Love", possivelmente a mais famosa representação de Cupido e Psiquê, já ilustrou o blog no post "O que está por trás daquilo que você não vê?!"

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Psyché et L'Amour, François Gérard, 1798

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Cupid, Antoine-Denis Chaudet, 1802-1807
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Cupid With a Bow, François-Joseph Bosio, 1808
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Cupid and Psyche, Paul Baudry, 1892

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Cupid Making a Bow Out of the Club of Hercules, Admé Bouchardon, 1750
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Amor and Psyche, Bertel Thorvaldsen, 1807

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Cupid, Etienne Maurice-Falconet, 1757

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The Abduction of Psyche, William Bouguereau, 1895

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Cupid and Psyche, Edvard Munch, 1907

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Cupid and Psyche, Claude-Augustin Cayot, 1706

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Psyché et l’Amour Endormi, Peter Paul Rubens, 1636

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Love Conquers All, Caravaggio, 1601-1602

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Triumph of Cupid and Psyche, Giulio Bonasone, 1560

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Le Mariage de Psyché et de L'Amour, François Boucher, 1744
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Eros and Psyche, Reinhold Begas, 1870
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Cupid and Psyche, Jacques-Louis David, 1817

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Cupid and Psyche, Auguste Rodin, 1893

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Sleeping Cupid, Caravaggio, 1608

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Cupid Revives Psyche, Bertel Thorvaldsen, 1810

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Cupid and Psyche, Orazio Gentileschi, 1628-1630

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"Amor vincit omnia..."
Virgílio.

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quinta-feira, 25 de março de 2010

"Pra que pensar?"

Melancholy, Edvard Munch, 1891
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Há muita coisa a dizer que não sei como dizer. Faltam as palavras. Mas recuso-me a inventar novas: as que existem já devem dizer o que se consegue dizer e o que é proibido. E o que é proibido eu adivinho. Se houver força. Atrás do pensamento não há palavras: é-se. Minha pintura não tem palavras: fica atrás do pensamento. Nesse terreno do é-se sou puro êxtase cristalino. É-se. Sou-me. Tu te és. E sou assombrada pelos meus fantasmas, pelo que é mítico, fantástico e gigantesco: a vida é sobrenatural. E caminho segurando um guarda-chuva aberto sobre corda tensa. Caminho até o limite do meu sonho grande. Vejo a fúria dos impulsos viscerais: vísceras torturadas me guiam. Não gosto do que acabo de escrever - mas sou obrigada a aceitar o trecho todo porque ele me aconteceu. E respeito muito o que eu me aconteçe. Minha essência é inconsciente de si própria e é por isso que cegamente me obedeço. Estou sendo antimelódica. Comprazo-me com a harmonia difícil dos ásperos contrários. Para onde vou? E a resposta é: vou."
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Clarice Lispector, in: Água Viva.
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