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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Revolução - Descobrimento.

A Poesia está na Rua, Maria Helena Vieira da Silva, 1974
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Revolução isto é: descobrimento 
Mundo recomeçado a partir da praia pura 
Como poema a partir da página em branco 
— Catarsis emergir verdade exposta 
Tempo terrestre a perguntar seu rosto. 
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Sophia de Mello Breyner, in: O Nome das Coisas.
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domingo, 10 de abril de 2011

O Ser e O Nada...

Nabucodonosor, William Blake, 1795
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(( Pessoas são mais importantes do que coisas ))
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Isso deveria virar slogan em outdoor.

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Teoriza-se muito sobre a automatização do cotidiano, o acesso a informação, o estilo de vida que exige cada vez mais tempo, resultados e a padronização do indivíduo; e suas influências na formação de uma sociedade com perfil misantrópico.
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Antes que Marshall McLuhan discutisse a interferência dos meios de comunicação na sociedade, Jean-Jacques Rosseau já havia proposto que as formas celulares de organização social nivelam e artificializam nosso modo de ser.
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Teorias, teorias, teorias... embasadas, legítimas, discutíveis, distintas, incompreensíveis, brilhantes, teorias.
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Talvez a existência seja mais simples, como quase sempre é, e só exista uma única regra básica: pessoas são mais importantes do que coisas!
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Não se pode imaginar que alguém tenha um desenvolvimento sádio, sem que lhe seja devotado tempo de qualidade, sem educação, sem afetividade, sem atenção, sem respeito, sem limites, sem exemplos, sem responsabilidades, sem bom senso e coerência.
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É imoral se furtar ou delegar a outros a responsabilidade de criar um repositório de valores na formação de uma pessoa.
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Embora não signifique a cura para os males do mundo, ainda assim é o antídoto mais eficaz contra a bestialização.
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"O homem, tal como o existencialista o concebe, só não é passível de uma definição porque, de início, não é nada: só posteriormente será alguma coisa e será aquilo que ele fizer de si mesmo."
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Jean Paul Sartre, in: O Existencialismo é um Humanismo.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Again, again...

  Dor, mulher haitiana por © Patrick Farrells, 2008
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Essa foto foi feita em 2008, quando a cidade de Gonaives no Haiti ficou à deriva por conta de enchentes provocadas pela passagem de furacões.
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O compadecimento provocado por catástrofes naturais parece mobilizar mais as pessoas. Cria-se uma espécie de consternação geral com prazo de validade, desse tipo de emoção que se torna trivial pela repetição e pelo distanciamento com os envolvidos.
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O maior desastre do Haiti e de um punhado de outras nações é humano. Um flagelo que se perpetua na cegueira nossa de todo dia.
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Em meio ao desaparecimento de tantos, que serão apenas números nos dias que seguem, não pude deixar de pensar na circunstância de um deles. Dra. Zilda Arns enxergava como poucos que a maior tragédia é se alienar da necessidade do outro.
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terça-feira, 23 de junho de 2009

Fenecimento...

Home, Yann Arthus-Bertrand, 2009
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Muito se fala em desenvolvimento sustentável e sua aplicação como conceito sócio-ambiental imprescíndivel. Na esteira dessa discussão importante, vários documentários pipocam por aí. Alguns merecem destaque, por imprimir uma linguagem visual 'definitiva' para filmes com essa temática. É o caso de Home, com direção de Yann Arthus-Bertrand e produção de Luc Besson.
O filme, que estreou dias atrás, não tem fins lucrativos e os produtores optaram por abrir mão dos direitos autorais em todos os formatos, desde salas de cinema, aos canais abertos na internet. Home está disponível no You Tube em várias versões.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

I Am Because We Are.

Documentário "I Am Because We Are", direção de Madonna, 2008
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Algumas realidades por, mais brutas, coexistem pacificamente com o tempo independente do quanto possam mortificar o espírito.
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Não obstante o pesar e indignação que causam, ainda falta o sentido maior e viável de que mudar o estado das coisas consiste basicamente em deixar de olhar para o próprio umbigo...
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Assistam o documentário.
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