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domingo, 14 de abril de 2013

Agenda: Polaridades, Lágrimas de São Pedro, Cantos Cuentos Colombianos, Rubem Grilo...

Línea del Destino, Oscar Muñoz, 2006
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O circuito de exposições continua em alta na cidade. As mostras "Cantos Cuentos Colombianos"  e  "O Colecionador: Arte Brasileira e Internacional na Coleção Boghici", marcam a inauguração de dois grandes espaços de arte, a Casa Daros e o Museu de Arte do Rio.
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"Cantos Cuentos" apresenta um panorama da arte colombiana contemporânea, indo de encontro a proposta da instituição, que pretende servir como ponto de encontro dos artistas que despontam no cenário cultural latino-americano.
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"O Colecionador" reúne 136 obras do acervo do marchand Jean Boghici. As peças fazem uma viagem por oito movimentos artísticos e uma centena de artistas, entre eles: Di Cavalcanti, Kandinsky, Debret, Tarsila do Amaral, Giorgio Morandi, Alexander Calder, Guignard, Maria Martins e Rubens Gerchman.
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O MAM comemora seus 65 anos de fundação com "Polaridades". O gravurista Rubem Grilo tem 123 de seus trabalhos, inclusive as primeiras xilografias, expostos no MNBA e o espaço Caixa Cultura abriga a belíssima instalação "Lágrimas de São Pedro", do jovem artista baiano Vinícius da Silva Almeida; e  importante retrospectiva do pintor Lasar Segall.
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Agende-se!!
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Cantos Cuentos Colombianos
Casa Daros
Rua General Severiano, 159, Botafogo
Qua à Sáb, das 12h às 20h; Dom, das 12h às 18h
Entrada: R$ 12,00
Até 24 de Agosto
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Lágrimas de São Pedro, Vinícius Silva de Almeida, 2005
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Vinícius S.A - Lágrimas de São Pedro
Caixa Cultural (Galeria 1)
Avenida Almirante Barroso, 25, Centro
Ter à Dom, das 10h às 21h
Entrada gratuita
Até 05 de Maio.
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Carnes, Rubem Grilo, 1986
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Rubem Grilo - A Trajetória do Artista, Aquisição de 500 Obras
Museu Nacional de Belas Artes
Avenida Rio Branco, 199, Centro
Ter à Sex, das 10h às 18h; Sáb, Dom e feriados, das 12h às 17h
Entrada gratuita
Até 05 de Maio.
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Auto-Retrato, Lasar Segall, 1933 
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Lasar Segall - Percursos no Papel
Caixa Cultural (Galeria 4)
Avenida Almirante Barroso, 25, centro
Ter à Dom, das 10h às 21h
Entrada gratuita
Até 28 de Abril
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Sol Poente, Tarsila do Amaral, 1929
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O Colecionador: Arte Brasileira e Internacional na Coleção Boghici
Museu de Arte do Rio
Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária
Ter à Dom, das 10h às 17h
Entrada: R$ 8,00
Até 1º de Setembro.
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Mesquita III, Carlos Vergara, 2008 
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Polaridades - Coleções MAM
Museu de Arte Moderna
Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque de Flamengo, Centro
Ter à Sex, das 12h às 18h; Sáb, Dom e Feriados, das 12h às 19h
Entrada: R$ 12,00
Até 12 de Maio.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

"O amarelo vivo, o rosa violáceo, o azul pureza, o verde cantante...”

Tarsila do Amaral, 1886-1973




Quem utilizar o google hoje, será involuntariamente apresentado a uma biografia das mais importantes dentro da história das artes plásticas do país.

Tarsila do Amaral, que estaria completando 125 anos, dividi com Anita Malfatti o status de maior pintora brasileira. No entanto, se a personalidade artística de Anita parece um tanto titubeante, o mesmo não ocorre com Tarsila. A linearidade do seu estilo cubista, às vezes expressionista, retrata com precisão um sentido de brasilidade incomum. Esse sentimento manisfesta-se na utilização das cores, no registro da religiosidade, paisagens e cidadezinhas bucólicas, na estilização das frutas e plantas tropicais ou mesmo na representação cotidiana e verossímil de sua gente: negros, caboclos, índios, mulheres agigantadas, trabalhadores... então todos lá, congeminados no seu traço inconfundível e personalíssimo.



Academia No.4, 1922



Beatriz Menina, 1939



Chapéu Azul, 1922



Vendedor de Frutas, 1925



Estudo (Grande Nu), 1922



Abaporu, 1928



Auto-Retrato (Manteau Rouge), 1923



Maternidade, 1938



Vaso com Dálias, s.d.



Retrato de Oswald de Andrade, 1922



Primavera, 1946



Segunda Classe, 1933



Praia, 1947



Operários, 1933



Costureiras, 1936-1950



O Pescador, 1925



Paisagem com Touro I, 1925



Religião Brasileira l, 1927



Morro da Favela, 1924



A Família, 1925



A Feira II, 1925



Cartão Postal, 1929



O Lago, 1928



Antropofagia, 1929




Contrastes de verticalidade gótica e de volúpias rasteiras,
rudezas do alto sertão e do agreste,
maciços de catingueiras
salpicadas
nos tempos de chuva de vermelhos
que são ao sol como pintas de sangue fresco,
e de amarelos vivos,
de roxos litúrgicos.
No verão chupadas pelo sol de todo esse sangue e de toda
[essa cor,
quase reduzidas
aos ossos dos cardos.
Paisagem animada de tantos verdes
tantos vermelhos, tantos roxos, tantos amarelos
em tufos, cachos, corolas e folhas
como os cachos rubros em que esplende a ibirapitanga e
[arde o mandacaru,
como as formas verdadeiramente heráldicas em que se
[ouriçam os quipás,
como as folhas em que se abrem os mamoeiros
e as manchas violáceas das coroas-de-frade.

Gilberto Freyre.

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