Lucian Freud, 08/12/1922 - 20/07/2011© foto de David Dawson, 2010 "Alleine", que significa sozinho em alemão foi, segundo sua mãe, a primeira palavra que Lucian Freud aprendeu a dizer. E parecem ter sido as ruminações de quando se está só, o que fomentou o universo do artista.
A mítica ascendência, cuja insistente referência parecia aborrecer-lhe, coincidentemente ou não, teve reflexo na evidente abordagem psicanalítica em sua pintura.
Se a tinta funcionava como carne, as pessoas retratadas seriam bem mais que representações corpóreas do realismo. "Que os meus retratos sejam as pessoas e não parecidos às pessoas". E o que somos nós além da "materialidade"? Ao retratar o ser humano sem suscetibilidades, concessões ou adereços, os quadros de Lucian Freud simplesmente dizem: ninguém escapa de si mesmo!
Woman Smiling, Lucian Freud, 1959
Susanna, Lucian Freud, 1999
Portrait of Lady Elizabeth Cavendish, Lucian Freud, 1950
Naked Portrait, Lucian Freud, 2001
Triple Portrait, Lucian Freud, 1987
Benefits Supervisor Sleeping, Lucian Freud, 1995
Girl With Closed Eyes, Lucian Freud, 1987
Leight On a Green Sofa, Lucian Freud, 1993
Red-Haired Man On a Chair, Lucian Freud, 1963
Ali, Lucian Freud, 1974
Reflection With Two Children, Self-Portrait, Lucian Freud, 1965
Naked Portrait With Reflection, Lucian Freud, 1980
Amy Winehouse, 14/09/1983 - 23/07/2011desconheço a autoria da foto, Londres, 2004
Se me ponho a cismar em outras eras
em que ri e cantei, em que era q'rida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das Primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca.
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