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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Fastio...

La Notte, Tomba di Giuliano de' Medici, Michelangelo, 1524-1534
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Ando economizando palavra
acento, pontuação
Lendo um livro a cada quatro
ou cinco dias
sem borrar uma página
sem desembarcar em sonho
em terra nenhuma
Economizando a fastidiosa
falta de sentido.


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sexta-feira, 11 de junho de 2010

A vida feita de detalhes...

Laocoon Group, Atribuído à Agesander, Athenodoros e Polydorus, século I a.C
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Laocoon Group, Detail
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Laocoon Group, Detail 2
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The Girl with a Pearl Earring, Johannes Vermeer, 1665
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. The Girl with a Pearl Earring, Detail
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La Grande Odalisque, Jean Dominique Ingres, 1814
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La Grande Odalisque, Detail
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Don Manuel Osorio Manrique de Zuniga, Francisco de Goya, 1788
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Don Manuel Osorio Manrique de Zuniga, Detail
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Lamentation for Christ, Albrecht Dürer, 1500-1503
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. Lamentation for Christ, Detail
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The Rape of the Sabine, Giambologna, 1583
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The Rape of the Sabine, Detail
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The Rape of the Sabine, Detail 2
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Primavera, Sandro Botticelli, 1482
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Primavera, Detail
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The Anatomy Lecture of Dr. Nicolaes Tulp, Rembrandt, 1632
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The Anatomy Lecture of Dr. Nicolaes Tulp, Detail
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Theseus and the Centaur, Antonio Canova, 1804-1819
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Theseus and the Centaur, Detail
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Judith Beheading Holfernes, Caravaggio, 1599
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Judith Beheading Holfernes, Detail
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Apollon and the Nymphs, François Girardon, 1666-73
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Apollon and the Nymphs, Detail
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Garden of Earthly Delights, Hieronymus Bosch, 1503-1504
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Garden of Earthly Delights, Detail
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Garden of Earthly Delights, Detail 2
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Sistine Chapel Last Judgment, Michelangelo, 1537-1541
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Sistine Chapel Last Judgment, Detail
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Sistine Chapel Last Judgment, Detail 2
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Hercules and Nessus, Giambologna, 1599
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Hercules and Nessus, Detail
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The Death of Marat, Jacques Louis David, 1793
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The Death of Marat, Detail
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A natureza são duas.
Uma,
Tal qual se sabe a si mesma.
Outra, a que vemos. Mas vemos?
Ou é a ilusão das coisas?
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Drummond.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"Não sabe de si mesmo a sua imagem..."

Monalisa, Leonardo da Vinci, 1507
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A arte é como uma ciência estética, tem vários segmentos e significados, quase sempre de densidade intraduzível. Ser compreendida das mais variadas formas, confere uma atmosfera atraente, inesgotável de possibilidades. Porém, algumas manifestações artísticas causam uma espécie de inquietação abissal. Uma admiração calcada no estranhamento, incompreensão, repulsa ou desconforto. Fiquei pensando à respeito quando o volume denso de uma leitura arranhou as paredes do meu esôfago. Um, dois... cinco copos d’água, A "História do Olho" desceu engasgada. E tal como ela, outras tantas. Se a arte se legitima ao ensimesmarmo-nos diante de sua representatividade, o que dizer quando isso acontece à palo seco?!.
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História do Olho, Georges Bataille, 1928
Violência e obscenidade formam uma mistura explosiva, sobretudo aqui, usadas como recurso criativo para subverter a visão comum. O corpo, vida/morte, o desejo, são retratados de uma forma bem libertadora. Lembro desse livro ter sido indicado na época da faculdade. Por algum motivo não li. Ainda bem, não estava preparada psicologicamente, sem trocadilhos.
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Lolita, Vladimir Nabokov, 1955
Um banho de prosa da mais eloqüente beleza estética para falar de uma paixão obsessiva. Como se paixões não fossem suficientemente perturbadoras, esta se realiza na rascante e insidiosa relação de um homem de meia-idade e uma pré-adolescente.
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Salò ou 120 dias de Sodoma, Pier Paolo Pasolini, 1975
Inspirado no livro do Marquês de Sade, este foi o último e mais chocante filme do diretor italiano. Abusa da perversão, fetiches, escatologias, torturas físicas, voyerismo... é um retrato repulsivo do que pode existir de pior no ser humano.
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Eraserhead, David Lynch, 1977
Pode-se afirmar que o diretor criou uma linguagem própria. Um universo lynchiano por assim dizer. O mais notável é que essa brincadeira com o real e o imaginário esteja impressa desde o seu primeiro filme.
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Laranja Mecânica, Stanley Kubrick, 1971
Kubrick trata fundamentalmente de livre arbítrio. É possível mudar a concepção moral de um homem, sua essência, suas compulsões? Clássico!
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Sete Pecados Capitais, Hieronymus Bosch, 1504
"Cuidado, cuidado, Deus vê" é o que se lê em latim no centro do painel. A esfera central tem o aspecto de um olho humano, Cristo estaria então dentro da pupila. Pecado, tentação, inferno, paraíso, imagens apocalípticas, tudo retratado com supremo aspecto alegórico.
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A Origem do Mundo, Gustave Courbet, 1866

O quadro representa a libertação do artista de todos os estereótipos. A nudez feminina antes de 'A origem', era retratada de forma quase mitológica. Com o realismo de Courbet o mito é deixado de lado, dando lugar a uma mulher real, nas formas, na sugestão do corpo como fonte de prazer. Essa realidade ostensiva provoca ainda hoje as reações mais inquietantes. Uma curiosidade: antes de pertencer ao acervo do Museu D’Orsay, seu último proprietário foi o psicanalista Jacques Lacan.
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El Sueño de La Razon Produce Monstruos, Goya, 1798
Amargura, tristeza, agressividade, melancolia, crueldade, são os temas dessa série de 80 gravuras intitulada "Os Caprichos". Representam a contestação política do artista com a Espanha daquela época.
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Meu Nascimento, Frida Kahlo, 1932

Para Frida, este quadro representa a forma como imaginava o seu nascimento. Ela o pintou depois de sofrer seu segundo aborto espontâneo e do falecimento de sua mãe. A pintura da margem à imaginação. A genitora morta dando à luz a uma Frida também sem vida, seu sentimento mortificado pelas perdas. Ou talvez uma alusão ao relacionamento incompatível que mantinham. Fica implícita uma sensação de abandono materno.
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La Pietá, Michelangelo, 1499
Existe algo mais perturbador do que a beleza irretocável?!
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"A fragilidade é bela porque a fragilidade é um sinal da existência.
A beleza é a harmonia do acaso e do bem.
A beleza seduz a carne para obter permissão de passar à alma.
O belo é um atrativo carnal que mantêm à distância e implica uma renúncia. Inclusive a renúncia mais íntima, a da imaginação. Queremos devorar todos os outros objetos de desejo. O belo é o que desejamos sem querer devorá-lo. Desejamos que seja assim.
A distância é a alma do belo.
O olhar e a espera, eis a atitude que corresponde ao belo. Enquanto podemos conceber, querer, desejar, o belo não surge. Por isso, em toda beleza há contradição, amargura, ausência irredutíveis..."
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Simone Weil.
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sábado, 20 de junho de 2009

O que está por trás daquilo que você não vê?!

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Ganhei dois presentes esses dias: um "sorriso pleno" e um livro lindo.


O sorriso, por resposta à delicadeza do presente e a felicidade em recebê-lo. Mas se este não fosse um livro de arte, ainda sim, teria sorrido, pela circunstância, pelo significado do momento. É bom saber-se limitado aos olhos alheios e mesmo assim ser chamado de amigo. Há tempos não sorria plenamente. Explico. Sorrisos que você dá e só percebe quando o coração reverbera, irradiando para o corpo todo, como algo que desmancha na boca e deixa um gosto bom.

Não sei ao certo sobre a viabilidade de um post tão grande, e na verdade, não dá para começar qualquer coisa limitando-se. Arte é o conceito mais abrangente e eterno de beleza, foge a entendimentos vários, é pra ser sentida, assim como a amizade. Segue, resenhas breves e difícil escolha do que considero mais perfeito, nesta que é dita a quarta arte.


O Rapto de Proserpina (Bernini)

A definição das quatros estações deriva da lenda de Proserpina (Perséfone). Diz-se que Demeter (Ceres), mãe de Proserpina, desesperada com o rapto da filha por Plutão (Hades, Deus da morte) caiu em desespero tornando o solo infertil. Atendendo a um pedido de Zeus (Júpiter), seu marido, concordou devolver a fertilidade à Terra, exigindo no entando, que Plutão lhe devolvesse a filha. Como Proserpina havia comido seis grãos de romã, não poderia abandonar definitivamente o Tártaro, submundo de Plutão. Passaria então, metade do ano nas profundezas da terra, representação do outono e do inverno, quando sua mãe, triste, descuida da natureza e, a outra metade na superfície, na companhia dos seus, o que corresponde a primavera e o verão; a terra viva e produtiva, fruto da felicidade de sua mãe Demeter, deusa das plantas.

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Isso é mármore, dá para acreditar? Detalhe para a sutileza das mãos fincadas na pele.

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Perseu com a cabeça da Medusa (Antonio Canova)

Em um banquete, o Rei Prolidectes perguntou a seus convidados, que presente cada um estava disposto a oferecer-lhe. Todos prometeram cavalos, mas Perseu, o herói grego, ofereceu-lhe a cabeça da Medusa (monstro que transformava em pedra quem a olhasse). Quando Prolidectes o fez cumprir sua palavra, ele foi forçado a honrar sua oferta. Perseu obteve sucesso graças a ajuda dos Deuses Athena, Hades e Hermes. Athena deu a ele, um escudo tão bem polido, que podia se ver o reflexo ao olhar para ele. Hades, um capacete que tornava invisível quem o usasse, e Hermes lhe deu suas sandálias aladas. Guiado pelo reflexo do escudo, mas sem olhar diretamente para a Medusa, derrotou-a cortando-lhe à cabeça.



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Apolo e Dafne (Bernini)

Apolo era o mais belo dos deuses do Olimpo, senhor da Arte, da Música e da Medicina. Sua arrogância irrita Cupido, que o atinge com duas flechas de amor e outra de chumbo, em Dafne. Cupido passa a assediá-la inutilmente. Desesperado, começa a perseguí-la pela floresta. Dafne sentindo-o cada vez mais próximo, suplica ao pai, o Deus Peneu, que lhe mude as formas. O pai atende o desejo da filha e, no momento em que Apolo começava a tocar seus cabelos, Dafne revesti-se de cascas, os cabelos transformam-se em folhas, os braços ramos e galhos, os pés cravam-se no solo, como raízes. Transtornado com a metamorfose da amada em arbusto – o Loureiro, Apolo chora dizendo que aqueles ramos serão sua coroa verde e vistosa, participando de seus triunfos eternamente. Quem acompanha os Jogos Olímpicos, deve se lembrar que a coroa de Louros de Apolo simboliza a vitória.






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Moisés (Michelangelo)

Segundo a bíblia, Moisés subiu o Monte Sinai e recebeu de Deus os 10 mandamentos. Michelangelo parece entender a divindade do profeta, e esculpe um Moisés imponente.



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David (Michelangelo)

Esculpida em mármore, a estátua de 5,17m retrata-o antes da batalha com Golias. Realismo absurdo na concepção anatômica dessa, que é considerada por muitos, a obra mais importante da humanidade.





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O Êxtase de Santa Teresa (Bernini)

Simboliza as visões que Santa Teresa de Ávila teria tido, com um anjo que lhe cravava uma flecha de ouro no peito. Bernini dá à obra um sentido transcendental ao evocar tamanha mansidão e júbilo em meio aos espasmos de seu drama corporal. O resultado é só contemplação.




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A Vênus de Milo (atribuida à Alexandre Antióquia)

Uma estória curiosa explica a “falta” de braços da Vênus (Afrodite). Quando foi encontrada na Ilha de Milo no Mar Egeu, já estava danificada, quebrada ao meio, mas possuía os braços. O camponês que a achou quis vendê-la à oficiais franceses, mas como tardaram na aquisição da Vênus, o homem aceitou a oferta de outro comprador. Quando a escultura estava sendo embarcada para a Turquia, os franceses chegaram, e convenceram o camponês a manter o acordo de compra. Durante sua transferência para o barco, a escultura foi arrastada através de pedras e danificou-se, perdendo o que restava dos braços. Os marinheiros se recusaram a voltar para recuperá-los.


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La Pietá (Michelangelo)

Escultura cheia de significado litúrgico e apesar de dramática, incrivelmente doce. A representação de Maria segurando o filho morto, resignada e forte como só as mães conseguem ser.



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O Beijo (August Rodin)

Suavidade em meio ao caos, fruto da relação romântica com Camille Claudel.


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Cupido e Psique (Antonio Canova)

Psique em grego significa tanto borboleta, como alma. Ela representa a alma humana purificada pela dor, preparada, assim, para desfrutar a felicidade verdadeira. A união de Cupido e Psique simboliza o encontro do amor e da alma.



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"Com arte, forma, cor, tudo isso em jogo, engrinaldado e rútilo de crenças, o sonho cresce - o pássaro de fogo, que habita as altas regiões imensas."

Cruz e Souza.

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